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Chega mais um mês e, com ele, a hora de trazermos as melhores indicações musicais dos últimos dias.

Deixe os fones de ouvido no jeito, comece por aquela que vai mais com a sua cara e aperte o play nas novidades que trazemos para você ;)

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1 - Bianca - Toxic


A carioca traz uma versão intimista para o clássico de Britney Spears que a deixa mais romântica, mas sem perder a essência. Ao invés de gravar um simples cover, Bianca pega o hit e transforma em uma canção própria, como se fosse a primeira vez que ouvíssemos estes versos.

2 - Mark Ronson Ft. Bruno Mars - Uptown Funk


Quando Treasure já estava ficando saturada, Bruno Mars apareceu no single de divulgação do novo álbum do produtor Mark Ronson com mais uma pedrada que promete incendiar as pistas de dança. Te desafiamos a ficar parado.


P.S.: Ronson também mandou bem na parceria com Kevin Parker (Tame Impala), Daffodils.

3 - BØRNS - 10,000 Emerald Pools


Carne fresca no cenário indie, BØRNS combina diversos elementos em sua faixa de estreia, 10,000 Emerald Pools, que conquistou o coração aqui do BACKBEAT com seu cativante "all i need is you". Se você já é fã do Portugal. The Man, já é uma boa pedida.

4 - TV On The Radio - Careful You

O Tv On The Radio surpreendeu com Seeds, um disco recheado de hits prontos que fica até impossível escolher uma faixa favorita. Careful You está nesta lista apenas para representá-las - recomendamos que você corra o quanto antes atrás do álbum completo ;)

5 -  Criolo Ft. Tulipa Ruiz - Cartão de Visita

Dançante e, ao mesmo tempo, cortante. Junto com Tulipa, Criolo traz em Cartão de Visita, de seu novo álbum Convoque Seu Buda, uma viagem ao mundo dos bailes black com uma letra sobre a discrepância do mundo dos VIPs e da desigualdade social - com direito a uma citação de sua famosa entrevista concedida a Lázaro Ramos.



6 - SILVA - Marina No Ar


Na coletânea em homenagem aos 70 anos de Nelson Motta, SILVA recria a faixa Marina No Ar, feita em homenagem à voz da cantora Marina Lima e originalmente interpretada por seu mentor Guilherme Arantes. Mais uma vez, o capixaba não decepciona.

 

7 - André Paste Ft. We Are Pirates - Island 


Mais dois capixabas. André Paste, famoso por mashups como o Cid Moreira on The Dancefloor, lançou seu primeiro álbum autoral, Shuffle e convidou alguns amigos para participar. A faixa do We Are Pirates é apenas a prévia de uma mistureba musical que, no fim das contas, chega a parecer intrínseca.

* por BACKBEAT - Imprensa

Ceano toca na festa de lançamento do BACKBEAT (Foto: Divulgação)

Na próxima quarta-feira (29), o site BACKBEAT faz seu lançamento oficial na cidade de Campinas (SP) com um mini-festival que irá levar bandas e stands para a Casa São Jorge, em Barão Geraldo. 

Na primeira edição, as bandas convidadas foram a Ceano, que traz seu repertório autoral, divulgando o EP O Último Andar e a estreia do projeto Retroflexo, com versões em voz, violões e bateria para músicas de gente como Tulipa Ruiz, Queens Of The Stone Age, Banda do Mar, Amy Winehouse, The Black Keys, Oasis, Arcade Fire, Tame Impala, The Strokes e muito mais. 

Nos stands, o livro Escuta Essa, lançado em versão online em 2013, faz seu lançamento físico após o projeto ser financiado via crowdfunding. Com 31 contos inspirados em canções da nova música brasileira, o livro estará disponível para venda, com cópias limitadas. 

O serviço de assinaturas de cachaça Quintal da Cachaça também irá disponibilizar um kit para sorteio entre os 50 primeiros que chegarem à festa. O projeto já foi destaque em veículos como Correio Popular, Folha de S. Paulo e InfoMoney. 

Além disso, a festa ainda ganha a discotecagem do DJ Wardo. Wardo é de Americana (SP) e lança seu primeiro EP no dia 25 de dezembro pelo selo indiano Ecstasy Records. Seu remix de Previsão do Tempo recebeu elogios de Marcos Valle, autor da canção. 

Criado com o objetivo de analisar a música a partir das "histórias por detrás dos fatos, as várias possibilidades de interpretação e a relação humana que temos com a música a partir do momento no qual colocamos nossos fones de ouvido e nos deixamos viajar", o site surgiu da vontade da jornalista Izadora Pimenta de ir "além", após quatro anos escrevendo sobre música independente e alternativa em outros veículos. "A ideia é trazer esse universo para uma festa própria também", destaca Izadora.

Serviço

Festa de Lançamento BACKBEAT + Escuta Essa - com Ceano, Retroflexo e DJ Wardo
29 de outubro de 2014, às 20h
Casa São Jorge - Avenida Santa Isabel, 655 - Barão Geraldo - Campinas/SP
Bilheteria: R$10 (preço único)
Confirme presença no evento!

Informações para a imprensa: 
BACKBEAT | Imprensa - oi@mybackbeat.com
Já viraram frequentes as coletâneas de novos nomes da música brasileira homenageando discos clássicos e artistas essenciais. Também são frequentes as versões soltas para canções escolhidas a dedo para uma ocasião especial.

Mas o legal dessa história toda é que muita gente se dedica e consegue imprimir uma nova marca a uma canção já tão conhecida do grande público. Nós selecionamos 8 versões que irão fazer você enxergar músicas conhecidas com novos olhos - e ouvidos.

Confira:

O Terno promoveu a amizade entre o Tame Impala e o Clube da Esquina


Winter - Time

Por que não deve nada à original: O dream pop carismático trazido pela banda metade brasileira, metade americana, faz com que a canção do Pink Floyd flerte com uma nova geração (que cresceu ouvindo seus álbuns) tão inventiva quanto a década de 70. Na voz de Samira Winter, Time é uma canção ainda mais atual.

Mahmundi - Tarde em Itapuã

Por que não deve nada à original: A canção possui destaque para a exaltação da tarde em Itapuã com um instrumental ensolarado e minimalista, mas sem deixar de ser pop. 

Cícero - Barely Legal

Por que não deve nada à original: Ouvir a versão de Cícero para Barely Legal é como ouvir a música pela primeira vez. A leveza do violão carioca que explode em guitarra é uma extensão de seu primeiro trabalho, Canções de Apartamento. É uma faixa a mais para as 10 que marcaram sua estreia que também lhe trouxe grande visibilidade.



Single Parents - Slide Away

Por que não deve nada à original: Unir o britpop com o shoegaze, dois marcos dos anos 90, foi uma tacada de mestre. O pessoal da Single Parents desconstrói os irmãos Gallagher e traz a canção para si de uma maneira irresistível.

Phillip Long - Como Nossos Pais

Por que não deve nada à original: O Damien Rice brasileiro mora em Araras, no interior de São Paulo. Levar essa característica, somada ao ar interiorano, a uma canção de Belchior tão conhecida dos concursos de calouro, deixa a canção longe de se parecer com uma pérola batida e destaca a sua beleza de forma delicada.


O Terno - O Trem Azul

Por que não deve nada à original: Em um bar, o Tame Impala poderia dividir uma cerveja com o Clube da Esquina que não haveria perigo de conflitos na hora da escolha da marca. O Terno tratou de ser o garçom e brindou esta nova amizade como se ela sempre tivesse existido.

Vivian Benford - Cheia de Manias

Por que não deve nada à original: O Raça Negra é tão pop que merecia uma roupagem à altura, destacando suas composições e as histórias por detrás delas. Ao sair fora da caixa do pagode, Vivian Benford mostra o quanto Cheia de Manias pode ser plural.


SILVA - Mais Feliz

Por que não deve nada à original: Conhecida na voz de Adriana Calcanhotto, a composição de Cazuza se renovou com o tratamento fino feito por SILVA. É uma versão para ouvir de sorriso aberto.

(Foto: Fabrício Vianna/Popload Gig)

Não imaginava que seria tão difícil a tarefa de conseguir um ingresso para a segunda vez do Tame Impala no Cine Joia, que tomou corpo na última quarta-feira (16), alheia à garoa e ao friozinho incômodo de São Paulo. Foi logo no início da minha procura, bem após os ingressos esgotados, que percebi ter subestimado o tamanho do impacto da banda capitaneada por Kevin Parker: encontrei um balde de pessoas tão ávidas por um ingresso quanto eu, com os mais variados objetivos. Descobri, por exemplo, que alguns eram fãs da banda no bom e velho frisson adolescente de se idealizar ao lado de alguns integrantes e ir recepcioná-los no hotel - e quem diria que isso aconteceria com a banda que começou a ser incensada em 2010 (ano de lançamento de seu primeiro álbum, Innerspeaker) como uma possível promessa em meio a tantas outras. O Tame Impala, agora não é só mais uma promessa (e isso já estava na cara com o lançamento do single de Feels Like We Only Go Backwards, mas disso falamos um pouco mais para frente). O Tame Impala é uma banda daquelas.

Eu achava que já sabia o que esperar da apresentação que assisti no Cine Joia. Quando saí da apresentação, também achava que já sabia o que eu tinha achado de tudo aquilo. Mas a verdade é que os significados começam a ser digeridos depois. Acho que eu não vi show algum. Ninguém viu show algum. Nós sentimos um show, isso sim.



Ao mesmo tempo em que estão, os integrantes parecem não estar por lá, enquanto os vocais e os instrumentos falam por si só. É um show completamente sinestésico, como manda o figurino da tag psicodélico que sempre acompanha o nome dos australianos. Mas, uma vez sinestésico, é claro que você nunca verá nada parecido e que nunca uma apresentação será igual à outra - neste momento, dane-se as referências. Que entre o momento. E que momento temos logo ao início, com as primeiras notas de Endors Toi. Somos tomados pelo que a banda nos traz - eu, particularmente, sou enviada de vez para o universo proposto em Desire Be Desire Go e conheço a redenção completa em Feels Like We Only Go Backwards.

Feels Like We Only Go Backwards. Sem exageros, acredito que essa talvez seja uma das melhores músicas feitas nos últimos tempos. É o casamento perfeito entre o mainstream e o alternativo. "Sentimental até a última nota", escrevi no final de 2012, quando a elegi enquanto minha melhor do ano. Com o público cantando em coro, ela se tornou uma grande lavagem de alma. 

Quando fui escrever sobre o show para o Rock 'n' Beats, vi que, pela primeira vez, me faltou palavras para descrever o que havia visto. Me faltou (mesmo após a conclusão e a publicação do texto) jeito e sensibilidade para transcrever tudo aquilo que presenciei. É porque pouco me importava se alguém tinha se inflitrado em um mosh tenebroso ou se Parker havia ficado impressionado com a plateia. Eu estava impressionada com o Tame Impala e a única resenha plausível para um show desses seria: vá, apenas.

Afinal, há história, mas não há. Me sinto assim quando vejo Paul McCartney tocar, por exemplo (sem comparações diretas entre a grandiosidade das duas apresentações). Mas McCartney já se construiu. O Tame Impala engatinha, mas já tem força suficiente nas pernas para se levantar e andar.




Karina Pilotto fala sobre um animal que está muito presente no mundo da música

por Karina Pilotto




Sem nenhum motivo especial, a dúvida surgiu na minha cabeça em um dia desses quando as questões aparecem para substituir o tédio: qual será o motivo da obsessão dos músicos por elefantes? Não sei se já repararam nisso, mas esse animal está mais presente nas nomenclaturas musicais do que nas matérias do Animal Planet. Por quê? Podem achar que estou enlouquecendo, mas tenho muitos exemplos que justificam essa interrogação:

(Se você não está aqui só por novidades, pule para a última opção da nossa “manada”)

* Tame Impala - Elephant 


Tudo começou por aqui. Tame Impala foi eleito com a melhor música do ano pelo próprio BACKBEAT e com o melhor álbum de 2012 pela NME. Mas grande mesmo é Elephant, hit do Lonerism. Dizem os asiáticos que os elefantes são sagrados, e até aparecem personificados como deuses na cultura indiana. Será que o nome responsável por trazer essa energia positiva poderá trazer mais bons frutos ao Tame Impala?



* White Stripes - Elephant


Este é meu álbum favorito da minha banda favorita. Ele está repleto de clássicos do White Stripes, entre eles Seven Nation Army, que se tornou uma das músicas mais tocadas, ouvidas e cantadas do século. Inclusive no clipe desta música, todo composto por sobreposição de imagens em vermelho, branco e preto, aparece um elefante em uma mensagem subliminar. Já tinha percebido? Existem outras, repare:



* Cage the Elephant


Quer mais moral do que ser convidado pelo próprio Dave Grohl pra tocar na turnê do Foo Fighters, com apenas seis anos de banda? Quer mais moral ainda do que o queridinho do rock se propor a ser o baterista substituto? Eles passaram por aqui no Lollapalooza, e se jogaram (literalmente) no público, fazendo um dos melhores shows da primeira edição do festival no Brasil.



* ElefanTEs


Não são só os gringos que fazem uso desse animalzinho em seus trabalhos. Na canção Vagalumes Cegos, do Cícero, ele usa os elefantes no meio da letra ("elefantes brancos, vagalumes cegos...). E tem também a banda Pata de Elefante, lá do sul do país, que chegou a ganhar um VMB em 2009 na categoria Instrumental.



Pensa que acabou? Tem a famosa Elephant Gun, do Beirut; Elephant, do Damien Rice; Elephant Song, do Strokes; Elephant Stone, do Stone Roses... E por último, mas não menos importante, gostaria de apresentá-los ao mais novo elefante que surgiu em minhas paradas musicais nos últimos dias. O Escuchando Elefantes é uma dupla espanhola e está desde 2009 conquistando corações com covers e músicas próprias. São muito pequenos ainda, mas acredito que têm muito potencial pra ficarem tão grandes quanto o próprio animal do nome.







Editora de BACKBEAT escolhe suas favoritas do ano



por Izadora Pimenta



Depois da lista das 20 melhores faixas nacionais, venho trazer minhas preferências internacionais de 2012. Desta vez, combinei dois elementos essenciais para uma boa lista totalmente despreocupada: o primeiro, claro, foi o critério de as músicas merecerem ocupar um lugar nesta lista. O segundo, mais pessoal, pendeu para o lado das músicas que também foram boas companheiras deste ano de pedra.

Regina está na lista


Sem mais delongas, acompanhe a lista abaixo e concorde ou discorde o quanto quiser.


20 - I Wish I Was A Girl - The Vaccines


O Vaccines é uma banda a caminho de acertar os ponteiros. O segundo álbum, Come Of Age, foi uma tentativa de mostrar ao mundo que eles poderiam ser mais do que Post Break-Up Sex. Melhor: mais do que "novos Strokes" (o título deste ano ficou com o Howler. Por onde anda o Howler? Um beijo, Howler). Para isso, acertaram em canções simples, mas com a tentativa de evoluir os problemas adolescentes e encontrar outras encucações. Uma destas encucações é o desejo de ser uma garota. Não é um desejo de mudança de sexo, não é uma inveja má. É uma conversa de bar. "Olha como todo mundo gosta daquela mina, imagina ser como ela?". 



19 - Call Me Maybe - Carly Rae Jepsen


Se você não cantou este refrão alguma vez em 2012, você definitivamente não viveu 2012. A primeira vez que ele me pegou foi em uma viagem ao Rio de Janeiro - até então só havia ouvido falar da música. Depois, parece que ela me perseguiu para todos os cantos. E nós estávamos sentindo falta de uma música pop para cantar até não poder mais e depois lembrá-la em uma reunião daqui a dez anos, não é?



18 - The Sound Of The Life Of The Mind - Ben Folds Five


O sonho não acabou: a dobradinha Ben Folds/Nick Hornby veio novamente (Lonely Avenue, álbum do Folds de 2010, é todo composto por letras do Hornby), mas cedo do que prevíamos. E o resultado é The Sound Of The Life Of The Mind, presente no álbum homônimo da volta do Ben Folds Five. E como acredito que a letra é parte fundamental de uma canção (com letra, claro. O instrumental fala por si só também), seria quase injusto deixar de fora mais uma grande pérola de um dos meus escritores favoritos. Sem contar que Ben Folds Five não consegue deixar de ser bom.



17 - Lay Your Cards Out - Poliça


Primeira impressão: o nome dessa banda é bizarro. Segunda impressão: esse exagero de autotunes presentes na música é... bom demais! Repetindo minhas palavras nos Lançamentos da Semana do Rock 'n' Beats: "É como se o Portishead tivesse surgido depois do boom Strokes".



16 - Bird Of Sorrow - Glen Hansard


"O amor vai te encontrar, é melhor você estar pronto". A seguinte frase combinada com esta boa surpresa do Glen Hansard é fatal.



15 - How - Regina Spektor


Esta música é uma facada no estômago. E seria em qualquer língua. A gente nem precisaria entender, na verdade, o que a Regina está cantando. Ela empresta todo o sofrimento que a canção contém com a sua - magnífica, diga-se de passagem - voz. Até agora eu não sei para onde o amor da Regina foi. Cheguei a interpretar como alguém que se foi pra sempre. Mas mesmo se ele estiver em uma esquina muito próxima à ela, envio minhas condolências.



14 - Death Proof - Kate Nash


Não é de hoje que a Kate Nash flerta com as suas intenções de fazer barulho. É só assistir uma apresentação da menina ao vivo para perceber que ela não se deixa predominar pela áurea fofinha que transpassou ao mundo em Made Of Bricks, seu primeiro álbum. Em Death Proof, carro-chefe de sua nova fase mais-do-que-assumida, ela é a mesma Kate de antes, mas, finalmente, liberta das garras que a prendemos. Parabéns, Kate!



13 - Freedom at 21 - Jack White



Se tem alguém que está de parabéns por largar sua banda de origem, este alguém é Jack White. Já tinha ovacionado seu trabalho de produtor em 2011, quando lançou as infelizmente-sumidas The Black Belles, que fizeram o melhor disco internacional do referido ano. Com Blunderbuss, o negócio realmente rendeu pro cara. E a gente deixa ele fazer um rap rock pelo bem da sociedade (com nenhuma aura de Linkin Park, vale ressaltar).



12 - Bruce Springsteen - We Take Care Of Our Own


O chefe é sempre o chefe. Ponto final.



11 - R U Mine? - Arctic Monkeys


"Você é minha amanhã ou só hoje à noite?". O Arctic Monkeys, outra banda que ganhou o troféu do parabéns em 2012, traduz a efemeridade das relações modernas em um single fora de seu último álbum, Suck It And See, e ganha o décimo primeiro lugar desta lista pela sinceridade. 



10 - Killer - The Skins


Crianças formam o The Skins, uma banda que parece fruto de um acasalamento rápido entre o The Black Keys e o Alabama Shakes. Enquanto você está aí, ralando para ser alguém, crianças fizeram uma das melhores músicas do ano. Temos que aceitar.



09 - Headache - METZ


Os estreantes do METZ trouxeram um trabalho tão inquieto como o Cloud Nothings de Baldi (ver abaixo). E a letra de Headache (aliás, quer algo mais incômodo e mais inquieto do que uma dor de cabeça) faz a carta de apresentação com maestria. Vale lembrar que esta é uma das novas apostas da Sub Pop, o que já merece um ouvido duplo de atenção.



08 - I Found You - Alabama Shakes


Alabama Shakes fez muita gente sorrir em 2012. Que álbum bom. Que voz. Que tudo. Para representá-lo nesta lista, escolhi a minha preferida: I Found You. I Found You vem para quebrar todas as canções de amor não-alcançados. Aqui, ela é a exaltação máxima da alegria de se encontrar aquela pessoa (aquela que lá fora eles chamam de the one). E dá pra gente sentir toda essa alma a cada palavra que sai da boca da Brittany. Demais.



07 - Thinkin' 'Bout You - Frank Ocean


Ah, o hype Frank Ocean... channelORANGE tá aí para provar que o negócio pode ser merecido mesmo, apesar de muita gente não ter comprado a história. Mas esta, com certeza, foi a melhor colaboração do Odd Future para a sociedade (onde se enfiou o menino Tyler the Creator?). E eu sintetizaria toda esta história, que envolveu desde a carta na qual Ocean se declarava homossexual até o sucesso de seu trabalho,  com uma das músicas mais expressivas dele: Thinkin' 'Bout You. 

Aperta o play e relaxa.



06 - Myth - Beach House


Em 2010, o Beach House lançou Zebra e disparou em muitos lugares entre as melhores faixas do ano com a incrível Walk In The Park, mais uma daquelas para tocar na alma e arrancar lágrimas dos desavisados que se identificam sem querer. A mesma fórmula é repetida em Myth - a dor é quase a mesma, os sentimentos são quase os mesmos e o Beach House é sempre o Beach House. Mas o efeito que a canção pode causar é certeiro. É como se o duo tivesse ganhado na loteria duas vezes com o mesmo número. Ponto para eles.



05 - Two Fingers - Jake Bugg


Jake Bugg. Você vai ouvir este nome feito febre durante os próximos meses. Pode ser que ele suma, pode ser que ele fique, pode ser que ele até fique, mas sumido. Só que o cara lançou um álbum que todo mundo tá falando sobre. Minha curiosidade chegou a tempo para conferir o trabalho e encontrar esta pérola: Two Fingers. Eu poderia pegar uma folha de sulfite em branco e começar a anotar o nome de todos os artistas dos quais me lembro ao escutar esta música. 

Mas quem se importa, na verdade? O negócio é bom. 

E vicia.



04 - Clear Eye Clouded Mind - Nada Surf


Para quem gosta de power pop, The Stars Are Indifferent To Astronomy, o disco que o Nada Surf lançou em 2012, é um prato cheio. Tanto é que é difícil dizer qual das faixas merece a sua total atenção. Este álbum me acompanhou por muito tempo durante o ano. Em momentos felizes e momentos péssimos. E muito devo a Clear Eye Clouded Mind.



03 - Cut You - Cloud Nothings


Este ano li uma entrevista com Dylan Baldi, o cérebro do Cloud Nothings, e algo que ele diz nesta entrevista me pegou de jeito. O menino falava sobre seu sucesso com a, agora, banda, seu segundo álbum, seus shows e tudo o mais, mas não parecia satisfeito: “Em Seattle, fiquei sentado em um McDonald’s por três horas – vi alguém ser eleito ‘Funcionário do Mês’ e ganhar uma placa na parede. Queria que algo legal acontecesse comigo alguma hora. Mas normalmente eu só fico esperando.”, declarou, ali aos seus 20 anos, para a Rolling Stone. 

Pela declaração de Baldi, dá para perceber que o crescimento repentino ainda não é muito bem digerido por sua mente, prestes a sair da adolescência e encarar o mundo adulto, de fato. E Attack On Memory é um álbum sobre inconstâncias, afinal. É doente, é nervoso, é um pedido de socorro ao mesmo tempo em que grita "por favor, me deixa fazer a minha música e pronto". Cut You sintetiza isso em forma de dor de cotovelo. Ao modo dele, é claro.



02 - 40 Mark Strasse - The Shins


O The Shins é aquela banda que a Natalie Portman acreditava que iria mudar a vida do Zach Braff, o que até nos inspirou uma coluna aqui em BACKBEAT. E, para honrar seu título, a banda continua lançando bons álbuns, e com Port Of Morrow não foi nada diferente. Um álbum para nos trazer boa música pop até dizer chega. E, destas tais boas músicas pop, não dá para não cair no encanto de 40 Mark Strasse e seu refrão capaz de arrancar seu acompanhamento vocal em segundos. "But you plaaaaaaay in the street at night...".



01 - Feels Like We Only Go Backwards - Tame Impala


Paixão à primeira audição. Foi o que uniu Feels Like We Only Go Backwards a mim em 2012, muito a tempo de figurar no primeiro lugar desta lista. O que eu gosto nela? O fato de ser uma música totalmente lisérgica, mas, ao mesmo tempo, sentimental até a última nota. Fala sobre um apaixonado cheio de esperanças, que quer seguir em frente, mas volta atrás porque sente que algo ainda vai vingar. E enquanto a letra nos traz isso, a melodia, em especial um dos baixos mais sedutores deste ano, nos carrega junto à história de maneira com que fiquemos na torcida por tal mente confusa. 

Mesmo que esta torcida não seja lá muito consciente.