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Dá pra dizer que nem Jesus deve estar entendendo o porquê desse ódio no coração de tanta gente. Ainda mais gente que se diz seguir esse cara que defendia as minorias e pregava que todo mundo deve amar o próximo como a si mesmo.

Tá estranho! Tá confuso! Tá errado!

Pra mostrar que o amor é a única coisa que deve ser levada em consideração nessas história toda, fica a dica de 10 artistas que já fizeram sua parte e mandaram esse recado muito melhor que certos políticos reaças e pastores caçadores de pássaros da espécie Streptopelia turtur, a famosa rola.

Love is all you need <3



Bob Dylan – Blowin' in the Wind

"Yes, and how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
[...]
Yes, and how many ears must one man have
Before he can hear people cry?"






Bob Marley – One Love (People Get Ready)

"One love! One heart! Let's get together and feel all right
[...] Who has hurt all mankind just
To save his own beliefs?"



Bruce Springsteen – Land of Hope and Dreams

"This train carries saints and sinners
This train carries losers and winners
This trains carries whores and gamblers
This train carries lost souls..."




Elvis Presley – If I Can Dream

"If I can dream of a better land
Where all my brothers walk hand in hand
Tell me why, oh why, oh why can't my dream come true?"






Johnny Cash - A Thing Called Love

"Strong enough to rule the heart of every man
This thing called love
It can lift you up, it can put you down
Take your world and turn it all around
Ever since time nothing's ever been found stronger than love..."




John Lennon – Imagine

"Imagine there's no country
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace..."






Michael Jackson – Man in the Mirror

"I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself
And then make a change..."




  

Novos Baianos – Dê Um Rolê

"Eu só vou beijar no rosto de quem me dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés"




Marvin Gaye – What’s Going On

"Mother, mother
There's too many of crying
Brother, brother, brother
There's far too many of you dying
You know we've got to find a way
To bring some lovin' here today..."






The Beatles – All You Need Is Love

"It's easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need!"



Mais amor, por favor!

A verdade é que quase nunca nos damos conta de que a vida acontece todos os dias, de que o extraordinário vive na rotina e que a felicidade pode estar nos pequenos detalhes. Boyhood é umas das melhores coisas que vi neste ano, mesmo sem nada de fantástico, incrível, sem grandes cenas ou momentos. É isso que o filme tem de melhor.

Ao longo de 12 anos acompanhamos a vida de Mason, ou melhor dizendo, do ator que o interpreta.O diretor, Richard Linklater, reuniu o elenco ao longo de todo esse tempo apenas para assistirmos um filme, que parece a biografia de um garoto comum, com uma vida como qualquer outra.

A trilha sonora, assim como o filme, é leve. E mais do que isso, ela pontua as transformações de cada fase, para que quem esteja assistindo entenda que o tempo passou. Quando "Yellow", do Coldplay, começa a tocar, entendemos que estamos em 2000, assim como quando a irmã de Mason começa a cantar o sucesso de Britney Spears, “Oops!... I Did It Again”.

A playlist com todas as canções do filme


Ethan Hawke, que interpreta o pai de Mason, é o centro das maravilhas musicais do filme. Além de interpretar o pai solteiro, descolado e amante da música, ele providenciou a melhor playlist de todas (ever), uma seleção de músicas com o melhor do trabalho solo de Paul, John, George e Ringo Starr. No filme ele dá para Mason como presente de aniversário, mas a verdade é que foi feita especialmente para a filha de Ethan Hawke.

The Black Album, a compilação de Ethan Hawke
(sem as músicas de George Harrison por motivos de: não ter no Spotify)


Já a trilha oficial contempla oito músicas, selecionadas a dedo, representando cada fase da vida de Mason. De Wilco, com “Hate It Here”, passando por The Flaming Lips, com a linda "Do You Realize?”, até Arcade Fire, com “Deep Blue”.

A trilha sonora oficial



Boyhood estreia hoje (30) no cinema e vale a pena parar pra se identificar com os percalços enfrentados por Mason, ainda que se trate de coisas corriqueiras, que servem apenas para nos lembrar de que estamos vivos e que o extraordinário pode ser o agora. 



Já pode começar a tirar as moedas do cofrinho: como já era aguardado, o beatle Paul McCartney confirmou presença em terras brasileiras ainda este ano.

Os shows, que terão palco em Brasília, Vitória e São Paulo, terão seus ingressos colocados à venda ainda nesta semana.

A passagem marca a volta da turnê Out There ao Brasil, que já esteve por aqui em 2013 em Goiânia, Belo Horizonte e Fortaleza. Desta vez, músicas do álbum New, lançado ao fim do ano passado, devem entrar no setlist consagrado que traz músicas de diferentes fases do músico – incluindo sua carreira solo, o período dos Wings e, claro, dos Beatles. Confira as informações sobre ingressos:

Para os shows de Paul McCartney no Espírito Santo, Brasília e São Paulo, haverá pré-venda exclusiva para fãs cadastrados no site internacional de Paul McCartney. Essa ação irá durar 24 horas.

As vendas serão realizadas pelo site www.tudus.com.br

O estoque da pré-venda é limitado.

Venda de Ingressos

Espírito Santo - 10 de novembro – Estádio Kleber de Andrade

Pré-venda – 14 de outubro

10H00 - (terça-feira) – pré-venda exclusiva para fãs cadastrados (duração: 24 horas). Exclusiva pelo site www.tudus.com.br

As vendas para o público serão anunciadas em coletiva de imprensa em Vitória, nesta terça-feira, dia 14 de outubro.

Brasília – 23 de novembro – Estádio Nacional Mané Garrincha

Pré-venda – 21 de outubro

6H00 - (terça-feira) – pré-venda exclusiva para fãs cadastrados (duração: 24 horas). Exclusiva pelo site www.tudus.com.br

Venda geral – 22 de outubro

7H00 – quarta-feira – venda na internet pelo site www.tudus.com.br

10H00 – Bilheteria do Estádio Nacional Mané Garrincha – Setor de Recreação Pública Norte, s/n Asa Norte

Portão S – 5 / N1(entrada pelo lado do ginásio Nilson Nelson)

A bilheteria vai funcionar diariamente, de 10H00 às 18H00, exceto em dias de jogo.

Setores disponíveis e valores dos ingressos:

Dia 23/11/14 – BRASÍLIA – 20h

PISTA PREMIUM

Inteira.......................R$ 700
Meia/Estudante.............. R$ 350

PISTA

Inteira ....................R$ 300
Meia/Estudante.............R$ 150

CADEIRA INFERIOR

Inteira ....................R$ 450

Meia/Estudante.............R$ 225

CADEIRA SUPERIOR

Inteira ....................R$ 220

Meia/Estudante.............R$ 110

São Paulo – 25 de novembro – Allianz Parque

Pré-venda – 16 de outubro

6H00 - quinta-feira – pré-venda exclusiva para fãs cadastrados (duração: 24 horas). Exclusiva pelo site www.tudus.com.br

Venda Geral – 17 de outubro

7H00 – sexta-feira – venda na Internet pelo site www.tudus.com.br

10H00 – Bilheteria do Estádio do Pacaembu – Rua Itápolis – Bilheteria do tobogã, lado ímpar

De segunda a sábado – das 10H00 às 18H00

Setores disponíveis e valores dos ingressos:

Dia 25/11/14 – SÃO PAULO – 21h

PISTA PREMIUM

Inteira.......................R$ 700

Meia/Estudante.............. R$ 350

PISTA

Inteira ....................R$ 300

Meia/Estudante.............R$ 150

CADEIRA INFERIOR

Inteira ....................R$ 450

Meia/Estudante.............R$ 225

CADEIRA SUPERIOR

Inteira ....................R$ 220

Meia/Estudante.............R$ 110

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Limite de (06) ingressos por CPF, sendo apenas uma (01) meia entrada

A compra de meia entrada é direito pessoal e intransferível, motivo pelo qual é condicionada ao comparecimento do beneficiário para a compra, retirada dos ingressos e acesso ao show, sendo necessária apresentação de documentos comprobatórios, sendo permitida apenas uma (01) entrada por CPF, para cada dia do evento.

Classificação etária Brasília e São Paulo – 14 anos

Classificação etária Espírito Santo – 16 anos





A Devonts, banda de Bragança Paulista (interior de São Paulo), toca em Campinas nessa quinta-feira (09), no Brasuca. O grupo apresenta seu segundo trabalho de estúdio, o EP Renovação, produzido de forma independente e lançado no mês passado.

O nome de batismo do disco faz jus ao momento atual da banda: antes quarteto, ela é hoje composta apenas por Pedro Ruivão (voz, violão e teclado) e Denis Muhamad (bateria, percussão e vocais), amigos e fundadores da Devonts. Desde 2009, quando foi criada, o grupo se apresentou em diversas cidades do Estado (e também fora dele, como em Itajubá, interior de Minas Gerais) e importantes festivais da região, como a Virada Cultural Paulista, Grito Rock, Cardápio Underground e o Festival de Inverno de Bragança Paulista.

Mas a subtração de integrantes não foi a única mudança pela qual a banda passou. Ao contrário da primeira gravação autoral da banda, a demo Devonts (2010), as canções de Renovação desviaram do rock mais tradicional e ganharam nova sonoridade com o apoio de músicos convidados. Com a presença de baixo, sax e flauta-transversal em algumas faixas, novos elementos se unem à formação minimalista da banda, que hoje transita entre o folk-rock dos anos 60 e brasilidades psicodélicas sem perder o apelo pop que sempre teve. Segundo definição do jornalista Celso Bodstein, a nova fase dos meninos Denis e Pedro se carateriza pela “nostalgia na cabeça e pés no hoje”.

Os campineiros poderão conferir a Devonts ao vivo nesta quinta-feira, na festa da Semana de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp (Pré-SAU), no Brasuca. Os shows da banda são marcados pelas canções autorais, mas também podem entrar no repertório releituras de artistas admirados pela dupla, como Beatles e Secos e Molhados.

Ouça “Renovação” na íntegra e confira abaixo o teaser do primeiro videoclipe da banda, com lançamento planejado para esse semestre:





Serviço:
Brasuca Bar (Semana de Arquitetura e Urbanismo)
Av. Santa Isabel, 800, Barão Geraldo
Dia 09/10 – quinta-feira, 21h (a banda toca às 23h)
Ingressos: R$ 10 (R$ 7 para estudantes de arquitetura da Unicamp)
Ponto de venda: Restaurante Universitário da Unicamp (RU).
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Nostalgia. É aquele sentimento quando nos dá quando revivemos alguma lembrança. Quando sentimos algum cheiro que nos remete ao passado ou quando ouvimos alguma música que nos transporta para outros tempos. Gabriel só consegue viver com esse sentimento, conversar, discutir e o mais próximo de uma vida normal.

Vítima de um tumor no cérebro que foi tratado tardiamente, ele acaba perdendo boa parte de sua memória, em que só se lembra do período antes de 1973, quando era adolescente. A música sempre tomou conta de cada fase de sua vida, desde a infância, quando seu pai o ensinava as músicas que marcaram a vida dele, até aquela canção que tocava quando ele conheceu a mãe de Gabriel.

O problema é que por circunstâncias da vida, Gabriel um dia foge de casa e quando os pais o encontram ele já não se lembra de mais nada e não consegue mais guardar novas informações. Eis que surge uma terapia realizada com música que pode ajudar na recuperação dele. O que eles não esperavam é que quando as canções preferidas dele o fizessem voltar a falar e a se lembrar de tudo o que aconteceu em determinado momento.

Com canções de Bob Dylan, The Beatles, The Rolling Stones, Simon & Garfunkel, Crosby, Stills & Nash (and Young), Buffalo Springfield e a banda preferida de Gabriel, o Grateful Dead, o filme é embalado de muita música boa e todas com o seu significado. O pai de Gabriel e que detestava todas essas bandas, se vê obrigado a mergulhar neste universo pra ter um relacionamento com ele, principalmente porque ele não entendia que as músicas de sua vida não eram as mesmas da de seu filho.

Como não encontrava a trilha pra ouvir em nenhum serviço de Streaming, montei uma playlist no Spotify com algumas canções dos filme. Aqui dá pra conferir as músicas que Gabriel ouvia na infância, até as bandas que marcaram sua adolescência (com exceção de The Beatles, claro):



"A Música Nunca Parou" é um filme que fala sobre memórias, a importância das canções para a construção de nossa visão sobre o mundo e sobre o que representamos.



Amigos, as crises a respeito da idade existem. Eu sei, já estamos em 2014, os 30 são os novos 20 e a gente deveria se preocupar bem mais com a eleição do mês que vem, do que se vai ter um filho, comprar uma casa e escrever um livro antes dos 35.

Porém, temos uma tendência a implicar e não aceitar aquilo que não entendemos por completo. E o tempo, meus caros, é essa coisa imperdoável, traiçoeira, passageira e, ok, sábia, de vez em quando. Mas que a gente simplesmente não consegue entender.

Mas, se alguns pensamentos parecem os mesmos de anos atrás, a playlist mudou consideravelmente. Por isso, tal qual uma mãe zelosa tenta colocar seus filhos no bom caminho, eu poderia dar umas dicas musicais para a menina de 15 anos que se aventurava na compra de seus primeiros cds há 10 anos. Então, eis os 10 conselhos que, hoje, eu daria pra essa garota.




1 - Dê ouvidos ao seu pai
Vocês vivem em pé de guerra, mas admita, guria: seu pai é uma boa influência musical na sua vida. Quando ele lhe mostrar aquele vinil do Tim Maia, coloque pra tocar. Não faça cara de nojo quando ele disser que você não ouve música de verdade, mas peça para ele apresentar o que ele considera boa música. Acredite, você vai valorizar o Johnny Cash até mais do que o seu pai valoriza.

2 - Não pratique bullying musical
Você adora tirar uma com a cara dos amigos que ouvem pagode, não é?! Não entende o porquê de suas amigas gostarem tanto de sertanejo, e isso é motivo para você atacar de xiita musical e, com toda arrogância, considerar tudo o que você não ouve um lixo. Cuidado, garota. Aqui se faz, aqui se paga! Você está prestes a gostar de Good Charlotte, em The Chronicles of Life and Death e de Simple Plan, com Still Not Getting Any... Isso fará alguns amigos te chamarem de Emo. Você vai bater o pé contrariada, mas agora aguenta!

3 - Admita os erros o quanto antes
Não ouça tanto CPM22. Hoje você encara a banda como “opa, Rock nacional!”, e até parece legal, mas não, não é! O mesmo vale para o Capital Inicial. E, acredite, um dia Badauí e Dinho Ouro Preto vão se juntar para cantar Um Minuto Para o Fim do Mundo, e você vai desejar que o nome da música se transforme em realidade.

4 - Aposte nos clássicos
Eu sei que hoje você considera Bon Jovi e Aerosmith como super clássicos do Rock internacional, bobinha. Mas, a coisa não é bem assim. Aposte nos clássicos de verdade, mesmo que eles não façam tanto sentido para você neste momento (com certeza, Pink Floyd lhe fará mais sentido daqui alguns anos e algumas experiências). Ouça mais Rolling Stones, Led Zepellin, Deep Purple, Elvis Presley, The Who, Bruce Springsteen, Beach Boys... Vá fundo mesmo, eles se manterão sempre por perto em sua vida.

5 - Valorize o amor verdadeiro
Você ama Beatles, e isso não vai mudar ao longo dos anos. Apenas valorize este amor raro e tão especial. A banda, ao contrário da maioria dos seus amores, nunca vai te decepcionar!

6 - Conheça mais da música brasileira
Você não é muito uma pessoa da música nacional. Eu sei. Com 15 anos, então... Mas não admita isso como uma condição imutável da sua personalidade. Todos nós podemos mudar quando estamos realmente dispostos. Então, mergulhe na música brasileira como você ainda não fez. Vá muito além de Legião Urbana e Cazuza. Aliás, vá de cara para Novos Baianos, cujo amor em você será gradual. Ouça Roberto Carlos com a sua avó, e pesquise sobre a Jovem Guarda, a Tropicália... Ah, tem um negócio que você nem conhece muito hoje, chama Manguebeat. Só procura ouvir!

7 - Tudo tem o seu tempo certo
Sabe quando você está no churrasco da sala e quer que todo mundo ouça Foo Fighters? Então, nem sempre vai funcionar. Por isso, compreenda que, para o bem geral da galera, algumas vezes simplesmente deixar que outras pessoas cuidem da música a ser tocada pode ser bom. Daqui há 10 anos, numa dessas ocasiões, você conhecerá Cintura de Mola e sua canção Samara, e por mais estranho que isso pareça agora, você vai amar curtir essa música, arriscando passos de forró, na casa de alguns amigos, simplesmente porque é engraçado. Se joga!

8 - Prazer, Folk Music
Hoje, você aprecia músicas que tenham uma guitarra em destaque, mas chegará o dia em que o banjo será o seu instrumento favorito. Então, não perca tempo, vá ouvir o bom e velho Folk. Com 15 anos você nem sabe direito o que significa esse termo e só pensa que “é a música do Bob Dylan, né?!”. Pobre, criança... Comece a ouvir e pesquisar sobre Folk o quanto antes, tipo já!

9 - Economize
Chegará uma época árdua, anos difíceis, nos quais o ingresso para um show poderá chegar a preços incalculáveis. Você pode até rir da minha cara, mas haverá festival de dois dias sendo vendido por mais de R$700,00. Eu sei, é inacreditável de tão absurdo, né? Mas vai acontecer. Por isso, se você quiser ir a um mínimo de shows por ano, sem contar com credenciais e ingressos cortesia, economize desde já. E muito! Afinal, eu nem falei do preço da cerveja lá dentro...

10 - Por favor, vá ao show do Oasis em 2009
Minha querida, eu sei que você estará decepcionada por ter abandonado uma faculdade e por estar frequentando aulas tediosas de física em um cursinho. Eu sei que você estará focada nos estudos e determinada a passar em todos os vestibulares que prestar. Mas, por favor, por todos os deuses da música, vá ao show do Oasis, em São Paulo. Vai ser em maio de 2009. Aproveite e peça como presente de aniversário. Guarde dinheiro desde já, dê seus pulos, mas vá! Você não terá outra oportunidade. A banda vai acabar meses depois (não chore!). Os irmãos Gallaghers continuarão se provocando à distância, e suas oportunidades de vê-los ao vivo será só em shows separados. Além do mais, você nem vai passar na Fuvest mesmo! E ainda vai fazer jornalismo. Por favor, né!


Tá escrito na Bíblia musical: meninas escrevem diários e meninos escrevem canções de power pop. Tá certo que toda regra tem a sua exceção, mas há de se convir que as linhas de guitarra e as baterias certeiras são a melhor maneira das criaturas do sexo masculino exporem seus sentimentos sem sofrerem um olhar torto das pessoas à sua volta. Porque transformar "eu quero ser seu namorado" em uma canção soa melhor, soa menos desesperado do que o escrito com letras garranchais em um papel.

Tom Hansen faria boas canções de power pop, mas caiu no mundo dos cartões

A música pop foi feita para abrigar sentimentos. E para os homens que preferem escondê-los, esta condição de subgênero que o estilo carrega, podendo se camuflar perfeitamente em um shoegaze, um rock clássico ou um indie-para-pistinhas, é perfeita. Os sentimentos são segundo plano ao mesmo tempo em que pleiteiam o papel principal. "Solos de guitarra" não conquistam, mas acordes doces, cantados a mil vozes, como se tudo estivesse amplificado para o resto do mundo, sim.

O Paolo Minéa, do ótimo (e desatualizado, pena) Power Pop Station, deu uma excelente definição em um texto de 2007, intitulado A História do Power Pop:

A frase “É impossível comer um só”, do salgadinho famoso, é power pop. Aquele chiclete gordinho, macio por fora e cremoso por dentro, é power pop. A melodia mais fácil de se lembrar é power pop. Assobiar uma canção sem perceber é power pop.

Nós sabemos quem são os pais do power pop, portanto. O 42 da música. Aqueles quatro garotos de Liverpool e seus cabelinhos moptop são creditados como os donos da primeira canção de power pop do mundo: It Won't Be Long, de With The Beatles (1963). De lá para cá, muita gente acatou a onda da maneira que lhe fosse melhor. Foi o Pete Townsend do The Who (que teve sua fase beatles-inspired) que cravou o termo pela primeira vez. Só que já perdemos o controle dos seus filhos.

O power pop não tem um limite. Aquela tribo dos calças-coloridas se rotulam como power pops e, se for olhar por um ângulo obtuso, eles não estão errados (há controvérsias). É toda aquela história do chiclete. É toda aquela história de talvez ignorar o "power", superlativo desnecessário, e classificar a música somente como "pop". Afinal, Thirteen, do Big Star, um dos grandes expoentes em sua maneira mais crua, é uma grande música pop. Daquelas que matam. Daquelas que fizeram o Tom Hansen crescer acreditando que nunca seria feliz até encontrar alguém especial.

Mas não estamos aqui para falar sobre as contradições e, sim, sobre meninos que escrevem diários em forma de música. Em ordem alguma e sem critério: somente alguns exemplos práticos.

Começando com os papais e um power pop de Revolver, o segundo melhor álbum do fab four (o primeiro é Rubber Soul, claramente). Uma súplica pelo amor não-correspondido. Do tipo: se liga garota, você tem tudo, mas você não me tem. O relator se autojulga necessário para seu objeto de afeição e tem a certeza absoluta sobre isso, mesmo que a menina esteja, na verdade, pooping and walking - o mesmo sentimento que o John, autor da música, carregou posteriormente sobre ela.



Vão dizer que Bandwagonesque é mais legal, só que prefiro Songs From Northern Britain (da mesma maneira que prefiro Rubber Soul a Revolver). Deste álbum, impossível não destacar Your Love Is The Place Where I Come From (Nick Hornby compartilha do mesmo gosto). Com todos os bons elementos do power pop, canta-se uma crença exposta no título: o pobre cara acredita que surgiu do amor da sua amada. Ao chegar a uma conclusão desta, uma menininha rabiscaria seus cadernos e carteiras de escola.


É bom falar de Thirteen de novo. Mas dentre os inúmeros tratos que esta música já recebeu, vale falar de um mais atual, feito pelo Albert Hammond Jr., que trouxe toda aquela história das agoniazinhas e borboletinhas dos amores adolescentes ("Por que você não me deixa te levar pra casa depois da escola?"). do seu próprio jeito e ainda lhe trouxe uma bateriazinha esperta.

Aliás, não consigo falar de Thirteen sem citar a briga feia de Eric com Donna no meu seriado favorito, That 70's Show (outro gosto no nível Rubber Soul e Songs From Northern Britain). Um momento que crava toda essa história de homem sofrer por amor nesta devida classe.



A banda de mentira do Tom Hanks é a responsável por um dos melhores power pops da minha geração - a que esquentou muito o sofá com a bunda enquanto assistia Sessão da Tarde acompanhada de Biscoito Fofy. O recado é simples: eu tento, tento e tento te esquecer, garota, mas é difícil porque você faz AQUELA coisa toda hora. Que coisa? Sabe-se lá. Os apaixonados são aficcionados por cada coisa...



Nas aulas de violão, aos doze anos, sempre via algo em comum entre a canção acima e Anna Júlia, aquela música do Los Hermanos que batizou milhões de crianças e da qual todo mundo sabe a letra em uma festa de família. É um power pop (como logo cita o comecinho do texto do Paolo). E, como não poderia deixar de ser, sobre mais uma decepção amorosa. "Dá um tempo, cara. Vai lavar uma louça!", deve ter dito a tal Anna Júlia.

E o cara se derrete todo com a rejeição vinda da mulher.




Da galera prolífica do power pop vem o The Cars, que flertou com o ~subgênero~ como poucos e nos trouxe uma das melhores músicas do mundo (desculpa). O cara não se importa mais com as pequenas coisas. Ele só acha que a garota é tudo o que ele precisava. E isso basta, não é?

* no meu vício em comédias românticas, vi esta música muito bem encaixada em "Qual o Seu Número?". Mas deve ser um dos únicos momentos bons do filme.


 



A história do álbum que pode, talvez, ficar para sempre


por Murillo Jorge






Paul, John, George e Ringo sempre têm seus trabalhos analisados minuciosamente. Suas letras são objeto de pesquisas, teses e motivo de furor no mundo musical. Apesar disso, não é possível definir um dos trabalhos dos Beatles como o melhor de todos. Muitos têm opiniões divergentes, pois o quarteto de Liverpool foi completo musicalmente. Há, no entanto, uma obra que encantou a todos e segue encantando , mesmo 45 anos depois.

É por isso que hoje destaco Sgt. Pepper’s Loney Hearts Club Band. Não vou me ater a comentários maçantes e análises que “chovem no molhado”. Mas acredito que nem tudo que podia ser dito, foi dito. Aliás, não são todas as pessoas que conhecem a importância desse trabalho não só para a música, mas para a cultura daquela época e de hoje.

Sgt. Pepper's, lançado no Reino Unido em 1º de junho de 1967, é uma obra que influenciou diretamente toda uma geração, que convivia com a geração beat, o movimento hippie, o surgimento da pop art e o engajamento político contra a Guerra do Vietnã. É, até hoje, considerado por diversas listas o álbum mais influente da história do rock, ocupando a primeira colocação na lista dos 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame.

O trabalho, encabeçado por Paul McCartney durante um voo de Nairóbi a Londres em 19 novembro de 1966, foi considerado uma obra-prima para muitos e gerou uma identidade de total liberdade para a banda. Nele, os Beatles “transformaram-se” em outro grupo e mostraram toda a sua genialidade.

Tudo em Sgt. Pepper's foi precursor: desde a gravação, feita em oito canais, até a capa que reunia inúmeras celebridades mortas, simbolizando o enterro de Paul. A foto feita por Michael Cooper, que mostrava os quatro sargentos cercados por diversas celebridades, como Albert Einstein, Bob Dylan, Cassius Clay, Marilyn Monroe, Marlon Brando, Aleister Crowley e muitos outros, gerou polêmicas, mas tornou-se símbolo de um trabalho impactante e marcante. Ele foi também o primeiro disco que continha as letras impressas. Tudo isso contribui para que o álbum ganhasse essa aura de misticismo e pioneirismo musical.

Apesar disso, Sgt. Pepper's não passou por um processo de divulgação, nem tão pouco foi tocado nas rádios como foram os outros trabalhos do grupo. Mesmo assim, vendeu 12 milhões de cópias só em solo americano.

FAIXAS


Composto por 13 faixas, totalizando 40 minutos, o álbum começa com uma faixa homônima de apresentação da “nova banda” e com o desejo de que os ouvintes “aproveitem o show”.

Em seguida, vem With a Little Help from My Friends, cantada por Ringo, que fez estrondoso sucesso e foi gravada um ano depois por Joe Cocker. A letra é cativante e fala sobre a amizade sincera de todas as horas. A segunda faixa é a responsável por debates acalorados e polêmicas. Lucy In the Sky With Diamonds foi acusada de fazer referência a drogas (LSD) e chegou até mesmo a ser banida da BBC. A verdade é que não há verdade. Alguns afirmam que John fez a música depois de um desenho feito por Julian, seu filho, que representava a amiga de escola. Outros confirmam que faz referência a psicotrópicos. Polêmicas à parte, o andamento e a orquestração tornam a faixa genial mais genial, para muitos.

Gettin' Better tem tom animado e foi inspirada em um comentário feito por Jimmy Nicol, baterista substituto dos Beatles, que ocupou o lugar de em Ringo em 1964, quando ele sofreu com uma amigdalite. O tom alegre, a harmonia de vozes no refrão e a letra otimista são as marcas registradas. A quinta faixa é Fixing a Hole. A harmonia e as combinações de instrumentos usados são marcantes.

She’s Leaving Home é uma das peças musicais mais bem trabalhadas de Sgt. Pepper's. Composta por Paul, que usou como base um artigo de jornal que falava sobre uma jovem desparecida que deixou seu lar para viver com o namorado. A estada dura pouco e ela logo retorna. Depois de um tempo, a jovem foi identificada como Melanie Cole, na época com 17 anos. Combinando elementos e instrumentos como a harpa, a faixa é considerada um marco também para a música clássica.



O circo e suas excentricidades são o tema de Being for the benefit of Mr. Kite. A letra foi composta por John foi baseada em um cartaz vitoriano. A melodia, cheia de oscilações, soa estranha, mas agrada os fãs pelas suas variações. Within you Without you é a referência clara ao psicodelismo e à cultura hindu. É marcada também pelo uso da cítara de George.

Em seguida duas faixas relativamente rápidas. When I’m Sixty-four foi a primeira faixa a ser gravada para o álbum e foi composta por Paul em sua adolescência. Ela é inconfundível devido aos elementos utilizados e a letra fala sobre a velhice. Paul fez dela uma afetuosa homenagem ao pai. Lovely Rita é diferente da faixa anterior. Tem um ritmo mais pop e conta a história de um homem apaixonado por uma inspetora de parquímetros.

Good Morning, Good Morning tem começo abrupto com um galo cantando. Em seguida, entram as vozes e a bateria inconfundível de Ringo. Alguns diziam que foi feita para John, que tinha adquirido hábitos preguiçosos. A penúltima faixa é uma reprise da faixa homônima, mas com um ritmo mais rápido.

Encerrando o álbum, vem A Day in the Life. Sua letra foi feita baseada em inúmeras notícias de jornais. Ela também é fruto da mistura entre uma faixa inacabada de John e Paul. Tudo isso fez com que ela fosse a canção mais ambiciosa do álbum. Outra marca registrada é o fato de ela ser “uma faixa dupla”, mudando completamente de sua metade para o fim.

Só músicos como Paul, John, George e Ringo poderiam produzir um álbum tão marcante musicalmente e historicamente. Há também o fato de Sgt. Pepper's não ser um álbum conceitual, mas único e autêntico. Ele é o exemplo claro de que a música não envelhece e pode representar uma época e uma geração, por muito tempo e, talvez, para sempre.