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Ninguém brinca em serviço: 2015 é um ano que promete muitos lançamentos - e boa parte deles, surpreendentes. Por aqui, as bandas também já estão arregaçando as mangas e mostrando ao que vieram: já estamos roendo as unhas pensando no quanto será difícil escolher um favorito.

Se você pulou Carnaval demais, participou de protestos ou riu dos memes, ficou intrigado para saber quem era Fabrício Melgaço e acabou perdendo o que aconteceu nos últimos dias, não se preocupe: separamos alguns dos últimos lançamentos nacionais para você ficar por dentro.

Ouve aí:

Francisco, El Hombre - La Pachanga

'Este video é dedicado a todas as almas brilhantes que amplificam nossas vozes", dedica a banda em sua publicação no YouTube. Os integrantes se divertem tanto no videoclipe da faixa inédita que não é difícil entrar no mesmo espírito. Veja aqui

Mahmundi - Sentimento


A música já é conhecida, mas o videoclipe chega arrebatador. Se Sentimento ainda não tinha entrado na sua lista de favoritas, esta é uma bela oportunidade para uma nova chance. Assiste aí ;)

Strausz


A reputação de Strausz (ex-R.Sigma) como produtor já é bastante conhecida na cena carioca, devido aos seus trabalhos com gente como Alice Caymmi e Castello Branco. Em seu primeiro álbum completo, ele faz jus ao nome e entrega diversas nuances com a ajuda de convidados como Kassin e a própria Alice. Dá pra baixar o álbum aqui.

Winter - Supreme Blue Dream




Como já havíamos adiantado por aqui, a banda americana/brasileira Winter lançou seu álbum de estreia na última semana. Para quem já se apaixonou pelo dream pop do pessoal, o resultado é um belo pontapé inicial. Para mergulhar junto :)

Esperanza - Vem Pra Ficar

Superada a mudança do nome, a Esperanza aponta uma direção mais pop para seu novo trabalho com o single Vem Pra Ficar. Amadurecendo a proposta do primeiro trabalho, ainda sob a alcunha de Sabonetes, esta talvez seja a faixa mais radiofônica da banda. O novo álbum chega em abril.

Scalene + Far From Alaska - Relentless Game

As bandas Scalene e Far From Alaska, ambas atrações do Lollapalooza 2014, juntaram suas forças e expertises em um single irresistível. Melodias e distorções se encontram em Relentless Game, uma espécie de stoner blues que já conquistou a casa.

Você tem mais alguma dica de lançamento? Compartilha com a gente!

(Foto: Eduardo Mancini)
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UPDATE:


A Francisco El Hombre foi assaltada em Mendoza, na Argentina, e agora arrecada fundos para poder dar continuidade à turnê. Saiba mais sobre a campanha no site Salve Francisco.

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Até que o BACKBEAT tentou marcar um café com a Francisco, El Hombre, mas foram tantos os desencontros que tivemos que procurar uma outra alternativa para batermos um papo. É que a banda está correndo atrás de todos os detalhes de sua nova turnê, Mochilazo, que terá início agora, entre o Natal e o Ano Novo, e irá percorrer algumas cidades do Brasil, Chile, Argentina e Uruguai nos próximos dois meses.

Com base em Barão Geraldo, distrito de Campinas, a banda, formada pelos irmãos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte, que cresceram percorrendo o mundo e pelos brasileiros Andrei Martinez Kozyreff (guitarra), Juliana Strassacapa (voz e percussão) e Rafael Gomes (baixo) começou a ganhar destaque na cena em 2012, com um documentário lançado pelo site Pulsa Nova Música e, após muitos shows e turnês (esta é a segunda pela América Latina), viaja enquanto também se prepara para o álbum La Pachanga, que será lançado em 2015 com um nome que traduz o espírito festeiro e nômade da banda.

Entre a despedida da família e a correria dos preparativos para a viagem, Sebastián conversou com a gente por e-mail.

Confira aqui:

BACKBEAT: Nos desencontramos bastante para realizar essa entrevista. O que a Francisco, El Hombre fez nos últimos dias antes de sair em turnê?

Sebastián: Enquanto respondo esta entrevista, estou lavando as 4 camisetas, 4 cuecas, 2 shorts, 1 calça e 1 blusa que vou levar, preparando a mesa de jantar para nos despedirmos da nossa família (nossa prima Maria veio nos visitar do México) e tirando o lixo da nossa nave mãe. Nos últimos dia antes da turnê aproveitamos para descansar um pouco com amigos queridos e ver alguns detalhes da turnê: algumas datas caíram e estamos correndo atrás de hospedagens e shows.

Por quais lugares vocês irão passar e o que já está combinado?

Vamos fazer uma rota que nos leve de Barão Geraldo até Concepción, Chile, passando por várias cidades no Chile, Argentina, Uruguai e Brasil no caminho. Temos a grande maioria dos shows marcados e confirmados, mas deixamos algumas "janelas" abertas para podermos também abraçarmos novas oportunidades. Da última vez saímos de casa com 50% dos shows marcados e abraçamos a vida de artista de rua - desta vez, ainda que as datas estejam mais certas, ainda queremos poder "improvisar", como sempre fizemos.

As surpresas sempre aparecem, não é mesmo? Da última vez que vocês sairam em turnê pela América Latina, quais foram as melhores delas?

Sempre. Turnês são montanhas russas de emoções e sentimentos. Da última vez que saímos em turnê pela América Latina tivemos a oportunidade de conhecer muitos artistas incríveis, como Chinoy, Maria Colores, Angelo Escobar, Rodrigo Qowasi, Javier Barría, Demian Rodriguez, Max Berrú, sem contar as amizades que fizemos tocando na rua e em lugares inesperados, encontrar amigos no meio da estrada e perder o carro no meio da Cordilheira dos Andes. Podemos fazer um livro com os casos de turnês! Sem contar as turnês pelo Brasil (recentemente passamos dois meses em turnê/viagem pelo nordeste, aprendendo e tocando).

Como costuma ser a viagem de vocês? Como vocês vão até os lugares, como são as paradas...?

Geralmente andamos com a nossa nave mãe, Livin'a Vida Loka, mas também já pegamos caronas, ônibus, aviões etc. Para esta turnê levaremos mais instrumentos no colo, menos roupas, mais merch e menos dinheiros (tivemos altos prejuízos financeiros estes últimos tempos). A rotina é simples: bota as coisa no carro, se enfia estilo 20 palhaços num Fusca, dirige 4 a 10 horas, chega no local, descarrega, passa o som, come (quando da tempo), toca, curte a festa, dorme (quando dá tempo) e repete durante dois meses.



Quais são os principais desafios de largar tudo e viver de música? O que vocês acreditam ser a "fórmula" deste estilo de vida?

Os principais desafios vêm de necessidades básicas. É MUITO difícil viver de música independente - não ganhamos quase nada de grana, nos falta comida em casa, as contas são atrasadas e luxos são restritos. Há quem acredite que a alta quantidade de shows que temos se transformam em lucro, mas estamos partindo para a turnê de 2 meses com menos de 300 reais na caixinha da banda, torcendo para que consigamos vender merch suficiente para chegar nas próximas cidades. Não há fórmula certa para viver este estilo de vida, cada um se vira como consegue - a Ju trabalha em bares e tatua, o Gomes faz uns trampos de técnico de som, Mateo e eu discotecamos e produzimos festas. O primeiro passo é entrar de cabeça neste barco que é viver de arte independente e abraçar o fato de que vai ser difícil se virar. A união entre artistas independente faz toda a diferença do mundo - ESTAMOS NO MESMO BARCO JUNTXS!

No que vocês mais se inspiram para compor? O que podemos esperar de La Pachanga?

Cada banda tem suas fases. La Pachanga é a incorporação de tudo que aprendemos na turnê pelas América Lindas. Não esperem nada (risos), é para ser um lançamento despretensioso, positivo, simples e alegre. Para mim, La Pachanga será aproveitar a verdade que existe nas mensagens mais cruas e simples: foi gravado em 4 dias e meio! Ainda estamos amadurecendo.

O que não pode faltar em uma turnê como a de vocês?

Toalhas (já tivemos que compartilhar 2 toalhas entre nós 5 e foi complicado haha) e discos de bandas que vamos conhecendo no caminho: ouvimos tudo que nos é apresentado e passamos horas na estrada conversando sobre elas (se você tiver uma banda e nos encontrar pelo caminho, nos dê um disco!).

Quais as bandas mais legais que vocês andam ouvindo no momento?

Mateo está ouvindo o disco novo do Criolo aqui da sala da casa dos nossos pais enquanto escrevo, Tavinho não tira o disco novo do Russo Passapusso do som da sala da nossa casa, eu tô viciado nos eps do Sala Espacial, no disco novo do Medulla, no Serviço do Castello Branco, Boogarins, Onda Vaga, Novos Baianos, R. Sigma, muito afrobeat e estou atualmente baixando a discografia do Raul Seixas: acredito que nunca fui formalmente apresentado à sua obra de vida, apenas alguns sucessos.

Ouça o primeiro EP da banda, lançado em 2013

Encontre Francisco, El Hombre no Facebook e fique por dentro das datas da turnê
Um olhar rápido sobre o que acontece no meio musical da cidade do interior paulista

por Izadora Pimenta

Francisco, El Hombre, uma das bandas da lista


Sim, este é um post bairrista. 

Mas, como a fanpage do BACKBEAT já adiantou, eu tenho estado muito empolgada com as boas bandas que vêm surgindo em Campinas, São Paulo, cidade na qual moro.

Para começar, geografia: Campinas é uma cidade do interior paulista que fica a 100 km da capital. Com pouco mais de 1 milhão de habitantes segundo dados de 2012 do IBGE, a cidade é conhecida pelas suas duas grandes universidades (Unicamp e PUC-Campinas), seus dois times de futebol (Ponte Preta e Guarani) e pela sua classificação nas cabeças das maiores tarifas de transporte público do país (aqui não iremos falar de água alguma, apesar de talvez ser verdade).

A cidade possui uma cena interessante para a música independente. Falando direto de nossa era pós-Los Hermanos e pós-febre emo, que lotava shows no Centro Cultural Evolução (R.I.P.) e no Hammer (hoje Espaço MOG), e sem desmerecer toda uma cena punk que também é um tanto quanto histórica, mas que não será nosso enfoque, em 2008 surgiu por aqui o Rock 'n' Beats, que hoje faz festas apenas em São Paulo e nos deixa saudades, pois mostrou algumas coisas que jamais poderíamos ter visto antes, como uma fila quilométrica para assistir ao show de uma banda alternativa (Copacabana Club, agosto de 2009) e uma iniciativa que se transformou em um site que hoje é lido por todo o país (e até em alguns outros cantos do globo). 

Perpendicularmente e após isso, outros produtores também se esforçaram para trazer bons nomes (destaque para o Gomes e cia., sempre atrás de coisa boa), e em 2012  pudemos ver gente como Black Drawing Chalks e Vivendo do Ócio levando um grande público. E agora, em 2013, o projeto Pulsa Nova Música, do Christian Camilo (um dos idealizadores do Rock 'n' Beats e proveniente também de uma banda que fez um nome por aqui e outros cantos, a Instiga) já trouxe Pélico e Phillip Long e possui uma manga recheada ainda com Phill Veras, hidrocor e Nevilton para os próximos dias, além de preparar um festival e também investir em algo bastante interessante: os tais artistas da nossa cidade.

Recentemente, algumas destas bandas tomaram minha atenção que passei a achar injusto que elas ficassem só por aqui - e elas, naturalmente, estão dando voos mais altos, tanto é que alguns dos nomes que iremos apresentar neste post possam ser já velhos conhecidos do leitor. 

Então acompanhe aqui uma lista de algumas bandas de Campinas que têm tudo para conquistar seu coração.

O meu já está conquistado.

♥: Conquistou meu coração com o primeiro EP e depois, quando lançaram Lugar Comum, o primeiro single do único álbum lançado pela banda até então, autointitulado. Desde então já foram alguns shows (autorais, já que eles também são conhecidos por tocar cover de Los Hermanos) assistidos e uma parceria interessante na Is This Indie, do Rock 'n' Beats, coletânea para a qual eles fizeram uma versão de Soma.

♥:  No ano passado, a Karina Pilotto descreveu todo o seu amor pela banda aqui no BACKBEAT, eu assisti ao filme e também gostei do que vi. Mas amor mesmo veio com o primeiro show autoral dos caras, realizado na Casa São Jorge. Dá pra ver um pouquinho do que foi no vídeo abaixo:

♥:  Foi uma paixão um tanto quanto engraçada, já que a superlotação no show da banda no Bar do Zé, em dezembro, me fez ter um raro ataque de pânico. Mas gostei do que vi em palco a ponto de colocar o show entre os melhores nacionais que vi em 2012.


♥: Eu já vi a Oito Mãos tocar quando eu estava bem triste. E posso dizer que o show da banda me deu um gás necessário para o resto da noite.


♥: Tinha escutado uma coisa ou outra antes e gostado, mas um e-mail enviado pela banda com o clipe de Ground foi certeiro.


Os próximos dias em Campinas

Para quem gosta de ter várias opções de rolês alternativos, os próximos dias em Campinas prometem ser bem férteis. Nesta sexta (26), temos o Phill Veras pelo Pulsa Nova Música no Bar do Zé (evento aqui). No dia (28), a Feira Contemporânea Domingo traz shows da Oito Mãos, LADS e Holger (evento aqui). O Pulsa Nova Música também traz hidrocor na quinta-feira (2), na Casa São Jorge, onde também irá ocorrer o lançamento do "Escuta Essa", o novo livro organizado pela pessoa que vos escreve (evento aqui). Na sexta-feira (3) você pode conferir a primeira festa do Beco 203 no Bar do Zé (evento aqui) e na outra sexta (10) temos a Francisco, El Hombre no Espaço MOG (evento aqui).

Se continuar neste ritmo, vamos gostar cada vez mais.