Mostrando postagens com marcador David Bowie. Mostrar todas as postagens
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Entra na loja. Vira e revira as prateleiras. Pega alí, põe aqui. Experimenta alí, experimenta aqui. Enquanto uns preferem gastar tempo entrando e saindo de lojas de roupas, sapatos, acessórios, etc., eu (e sei que muitos de vocês que estão lendo este post também) gostam mesmo é de gastar tempo em loja de disco. E quem compra disco sabe que, na hora de "bater o martelo", o conteúdo musical é sim o fator decisivo na compra, mas existe uma característica que pode dar um "empurrãozinho" nesta hora: a capa do disco.

Quem compra disco não quer só ouvir, quer analisar a capa, ler o encarte, prestar atenção em todos os detalhes gráficos, ler até a parte dos agradecimentos (que sempre guarda uns detalhezinhos legais de como foi a produção do álbum). Muitos CDs e LPs espalhados por aí as vezes nem são tão valorizados assim, mas tem capas valíosíssimas! Cada capa tem seu designer, e cada designer, sua história, então lá vai um "teco" dessas histórias para vocês:

Blur - "Think Tank"




Lançado em 2003, o sétimo disco de estúdio do Blur tem 13 faixas (uma escondida) e capa assinada por ninguém mais, ninguém menos que o grafiteiro inglês Banksy, cujas obras valem MILHÕES hoje. Sem que ninguém saiba sua identidade, ele conquistou o público e a mídia com estencils que expõem sua total aversão ao poder e a sociedade atual. A capa para o Blur surgiu quando ele ainda tinha poucos fãs, antes que fosse "querido" pelos especialistas de Londres, Paris e Nova York.


Velvet Underground - "The Velvet Underground And Nico"




Outro "querido" das galerias é o Andy Warhol, que como muitos sabem, assina a capa de "The Velvet Underground And Nico", lançado em 1967. O artista plástico deu um "empurrãozinho" para a carreira de Lou Reed e a rapaziada. O "álbum da banana" foi considerado um fracasso ao ser lançado, e só conquistou destaque na mídia décadas depois. E a banana? A banana era uma metáfora para que seu dono "descascasse" o álbum lentamente, e ao ouvir tamanha experimentação sonora pra época, aí sim poderia apreciá-lo.


Pink Floyd - "The Dark Side Of The Moon"




Tá, esse você também já conhece. Mas e o nome do designer? É Storm Thorgerson, inglês que morreu no ano passado, aos 70 anos, por conta de um câncer. A psicodelia de Thorgerson já foi parar em capas de diversos grupos de renome no cenário musical. Entre eles o disco homônimo de Peter Gabriel, lançado em 1978, como seu segundo trabalho solo; "Frances The Mute", do The Mars Volta, lançado em 2004; o disco de estreia do Audioslave, de 2002; e "Absolution", de 2003, do Muse.

Titãs - "Cabeça Dinossauro"




"Cabeça dinossauro, cabeça dinossauro, cabeça, cabeça, cabeça dinossauro". Este começo do clássico disco dos Titãs, de 1986 e relançado em 2012, tem capa inspirada no esboço "A Expressão de Um Homem Urrando", de Leonardo Da Vinci. E a contracapa traz "Cabeça Grotesca", também do artista italiano. Assim como a imagem da capa, o terceiro disco da banda nacional foi um desabafo para a época e hoje é considerado um dos 100 melhores da música brasileira da Rolling Stone Brasil, de 2007.



Jay-Z & Kanye West - "Watch The Throne"




Jay e Kanye sem luxo, ostentação, e "bling blings" não são eles. E a capa do primeiro disco dos dois não faria sentido se fosse simplezinha. Foi pensando em todo o glamour que esses rappers têm que a capa, assim todo como seu projeto gráfico, foi assinado por Ricardo Tisci, o designer de moda e diretor criativo da chiquérrima Givenchy. O artista é tão badalado quanto seus contratantes, e em seu último aniversário, no último mês de agosto, recebeu os parabéns pessoalmente de Kanye, as Kardashians, e até Justin Bieber. Eike brilho.


Jota Quest - "Funky Funky Boom Boom"



Ok, sei que muita gente aqui torce o nariz pro Jota Quest (eu sou uma delas). Mas não podemos negar que a capa do último disco dos mineiros arrasa. O trabalho, lançado no ano passado, tem capa por Mel Ramos, que mandou bem na pin up a lá Dita Von Teese. O norte-americano é especialista em desenho de mulheres nuas, "sexy sem ser vulgar", com elementos realistas e também abstratos. Nada como a pop art pra ilustrar a pop music.



Tiê - "Esmeralda"




A Tiê voltou! Seu terceiro disco, "Esmeralda", que está chegando este mês, além de conta com parcerias de peso, como Guilherme Arantes, David Byrne, Adriano Cintra, etc, tem capa de Rita Wainer. Com ar de Lana Del Rey, a artista plástica de São Paulo, que também tem bastante experiência com moda, conseguiu imprimir bem sua identidade e a da cantora no trabalho.


David Bowie - "Aladdin Sane"



O tempo passa, o tempo voa...E mesmo depois de quase cinco décadas David Bowie continua sendo O CARA da música mundial. E uma de suas capas mais marcantes com certeza é a do disco "Aladdin Sane", que completou 40 anos em 2013. A criação desta capa é de Bowie com o fotógrafo Brian Duffy, que morreu em 2010. O raio, segundo entrevista do filho de Duffy para a Rolling Stone, foi inspirado em ícone da banda de Elvis Presley, TCB Band.



Iron Maiden - Eddie The Head



Disco do Iron Maiden sem o seu mascote, Eddie The Head, na capa, não é disco do Iron Maiden! A figura foi criada pelo cenógrafo Dave Beasley. A princípio, ele era montado nos palcos em que a banda tocava, como um grande e metálico item cenográfica. A ideia crescendo, e logo Derek Riggs a adaptou ao single "Running Free", com o corpo semelhante a de um zumbi, na década de 80. E ta aí até hoje espalhado entre os fãs de Iron Maiden.


Maguerbes - "Vila Rica"



O Maguerbes é uma banda aqui da minha terra, Americana, que faz um barulho na cena independente desde a década de 90. No ano passado eles lançaram o EP "Vila Rica", assinado pelo artista urbano Super Xoxo. Vale lembrar que o pessoal do Maguerbes integra/já integrou/está integrando o coletivo de arte urbana SHN, também aqui de Americana, que começou fazendo cartazes para bandas e hoje é um dos maiores grupos do segmento, com renome internacional.


My Bloody Valentine, Daft Punk e Racionais MC's são algumas das bandas que devem voltar com discos em 2013



My Bloody Valentine


Muito provavelmente o ano de 2013 será marcado pela volta de artistas que há muito não lançavam discos, desde quem só se ausentou pra cuidar de outros projetos até quem gerou boatos de que estava pra morrer enquanto estava longe dos holofotes. De Justin Timberlake a David Bowie, de Racionais MC’s a Daft Punk, várias caras conhecidas e sumidas voltam a dar o ar da graça à música pop em 2013.

De todos que iram retornar esse ano, o que ficou mais tempo sem lançar nada foi, com certeza, o My Bloody Valentine. A banda, que surgiu como uma das mais importantes do indie rock no final dos anos 80, está pra lançar o novo disco, sendo que o último foi em 1991. Sim, 22 anos de espera. O grupo liderado pelo perfeccionista Kevin Shields lançou a obra prima Loveless e quase quebrou seu selo. Desde então, pelo menos duas gerações de fãs esperam seu sucessor. Tendo voltado recentemente a fazer shows, a banda começou a dar declarações que o disco estava muito próximo de ser lançado, e agora em janeiro chegaram a dizer que só faltam poucos dias. Não há nenhuma prévia do que pode ser o disco, mas é certo que a pressão da espera vai fazer muita gente criar altas expectativas para o álbum.

* uma nova música da banda, chamada Rough Song, circulava pelo YouTube, mas já trataram de retirar :(  A boa notícia é que ainda dá pra ouvir aqui

Embora tenha levado “somente” 10 anos (seu último disco foi Reality, de 2003), pouco tempo, se comparado com o tempo do My Bloody Valentine, para ser anunciado, o novo lançamento de David Bowie vem carregado de espera e curiosidades, porque além de ficar tanto sem gravar, o camaleão do rock também não vinha fazendo shows desde 2006, o que levou muitas pessoas e veículos de comunicação a suspeitar que ele estava muito doente e à beira da morte. É notório que Bowie nunca pegou muito leve nos excessos quando era mais novo, mas os boatos sobre sua saúde só duraram até dia 8 de janeiro desde ano, seu aniversário, quando ele, de surpresa, lançou uma nova música e anunciou seu novo disco, The Next Day, para este ano. A canção, Where Are We Now?, lançada junto com um clipe, foi muito bem acolhida e avaliada, como há muito tempo seus lançamentos não eram. O descolado site Pitchfork, por exemplo, deu à faixa seu selo Best New Track.



Embora com trabalhos bem diferentes e opostos, dois artistas lançaram discos que ficaram entre os melhores de 2006, The Knife e Justin Timberlake, e desde então, embora estivessem envolvidos em outras coisas, nada de outro disco deles. A enigmática dupla sueca levou suas batidas eletrônicas a outro nível com seu último álbum, Silent Shout, e só agora se prepara para lançar outro. Shaking The Habitual, o novo disco da dupla, já teve o primeiro single divulgado, a épica Full Of Fire, uma viagem eletrônica e seca de quase 10 minutos. Já Justin não tem muito com o que reclamar. Mesmo não lançando disco, participou de singles de vários artistas (50 Cent, Madonna, Ciara...) e deu mais ênfase em sua carreira como ator. Agora no começo do ano, lançou a faixa Suit & Tie, com participação de Jay-Z, e promete lançar seu novo disco em março.

Um dos principais nomes da música eletrônica mundial desde os anos 90, o Daft Punk não lança disco de estúdio novo desde Human After All, de 2005. Neste meio tempo, eles lançaram um disco ao vivo, tocaram com Kanye West no Grammy, fizeram trilha sonora de filme da Disney e viram surgir novos nomes da música eletrônica como o Justice. Este ano foi divulgado, depois de muito boato, que a dupla de robôs franceses vai trocar de gravadora e lançar o aguardado disco novo em maio, e a lista de possíveis colaboradores também é grande, indo desde o mestre da italo disco Giorgio Moroder até Panda Bear, do Animal Collective, entre outros.



No Brasil, o nome mais importante que deve voltar a lançar disco agora em 2013 é o do Racionais MC’s. O mais importante grupo de hip hop do país não lança um álbum de estúdio desde 2002, quando lançou o já clássico Nada Como Um Dia Após O Outro. Sempre cercados de dúvidas e boatos, não existe confirmação que o disco sairá esse ano, mas como em 2012 eles começaram a quebrar o silêncio e lançaram duas faixas novas em forma de clipe, Mil Faces De Um Homem Leal e Mente Do Vilão, é bem provável que o retorno deles se dê este ano.


Ou sobre como fui surpreendida com uma história sobre adolescência


Sam, Charlie e Patrick


Eu sempre sei quando irei gostar de um filme ou livro e, com As Vantagens de Ser Invisível, eu já sabia que ia amar. Às vezes é difícil ser surpreendida, mas, mesmo eu conhecendo o quanto iria gostar desta história, fiquei bastante surpresa com o filme, o livro e a sua trilha sonora. Se alguém me perguntasse sobre o que essa história fala, eu responderia que é um olhar inocente sobre coisas ruins que podem acontecer de vez em quando com as pessoas. Porém, é muito mais do que isso.

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que a trilha sonora de As Vantagens de Ser Invisível é mais do que música, é personagem. É um personagem tão completo que também está no livro, completa, sem edições e até maior do que no filme. E é aí que mora a importância desta trilha, que vem de um tempo em que as pessoas estavam querendo descobrir ‘qual é a do’ Nirvana e do Kurt Cobain e de que os jovens constatavam que Something, dos Beatles, é uma canção realmente boa.

Ambientada no início da década de 90, a história é sobre Charlie (no filme, interpretado por Logan Lerman, o Percy Jackson), um garoto de 15 anos que conta a sua vida por cartas enviadas para um amigo misterioso. Charlie é um garoto com problemas que até ele mesmo desconhece, como depressão. Prestes a entrar no ensino médio, ele passa a sentir necessidade de conversar com alguém, já que seu melhor amigo cometeu suicídio. É aí que ele conhece a linda Sam (interpretada por Emma Watson, a eterna Hermione Granger) e seu meio irmão gay Patrick (interpretado por Ezra Miller, de Precisamos falar sobre Kevin). Os dois veteranos logo percebem a sensibilidade e inocência de Charlie e se tornam amigos inseparáveis do garoto. Basicamente, eles passam horas visitando lugares divertidos de sua cidade que não sabemos aonde é, descobrindo novas músicas nas rádios e lojas de discos, indo a festas e conhecendo gente interessante.

Parece uma história da Disney, mas não é, já que o livro chegou a ser banido nos Estados Unidos. As Vantagens de Ser Invisível aborda temas como violência sexual, depressão, iniciação às drogas, paixões reprimidas, homossexualidade, pedofilia, suicídio e claro, o amor e a amizade. Mas a grande sacada é que tudo isso é tratado com muita leveza e inocência. Talvez isto é o que tenha tornado a história tão boa.



Um dos passatempos da turma de Invisíveis é gravar fitas cassetes uns para os outros, para expressar sentimentos e compartilhar música boa, pois lembrando que, no início da década de 90, eles não tinham Facebook, ou Smarthphones, ou celulares, ou MP3, ou CDs, ou computadores, ou qualquer tecnologia das quais não vivemos sem. Destaque para a fita Aquele Inverno que Charlie gravou como um presente para Patrick, que inicia com Asleep, The Smiths. A canção é a preferida de Charlie, e traz perfeitamente a personalidade deste jovem que sonha em ser escritor, pois além de melancólica, fala sobre alguém que não deseja mais estar sozinho e que implora por um amigo ou um amor.

A trilha traz Could It Another Change, do The Samples, Temptation, do New Order, Evensong, do The Innocence Mission, Low, do Cracker e Teenage Riot, do Sonic Youth. Destaque para Come on Eileen, do Dexis Midnight Runners, com a qual nos divertimos ao ver Sam e Patrick dançando loucamente na pista de dança. A melhor canção, sem dúvida, é Heroes, de David Bowie, que toca quando o trio de amigos está em um túnel e descobre a canção no rádio. Eles ficam eufóricos e ouvem atentamente os detalhes da música, até que Charlie constata que se sente infinito.





As vantagens de ser invisível é, sem dúvida, uma história que, quando termina, te faz querer assistir (ou ler) novamente. É uma história sobre adolescentes, mas, mais do que isto, é sobre a apaixonante década de 90, diálogos inteligentes, adolescentes interessantes, música boa e sobre aceitar “o amor que achamos que merecemos”.



Matheus Weyh fala sobre sua relação com This Is Happening, do LCD Soundsystem


Por Matheus Weyh





O que você sentiu ao escutar, pela primeira vez, o último disco da sua banda predileta? Quando This is Happening foi lançado, em 2010, eu estava estudando Jornalismo. Mas estava estudando "forçadamente". Minha vontade, desde bem guri, era estudar cinema. Durante as primeiras batidas de Dance Yrself Clean, eu pude ver o rumo que minha vida estava levando. "I miss the way the night comes with friends that always make you feel good". Eu sentia falta de estar com meus amigos, não aguentava mais aquele curso. Eu acabei indo pra Cinema, mas isso é história pra outro disco.





A segunda música já nos conta um pouco mais sobre isso. Da angústia do frontman eu-faço-tudo-na-banda. Drunk Girls pode ser considerado um hino à todas aquelas meninas que conhecemos de becos, mogs, kitnets, bdzês, cabarets. "Nossa, olha como eu sou descolada e bebo até a morte". Como o próprio dizia "drunk girls are boringly wild". Uma canção ideal sobre um retrato da hipocrisia juvenil que rezava para ter um papel na série (ruim) Skins.

"One touch is never enough", diz o refrão da terceira música. E realmente, quando você gosta de alguém, a segunda canção mais louca do disco até pode fazer um pouco de sentido. Quando cheguei nessa canção, fui obrigado a ir até a janela do meu quarto e acender um cigarro. Me segurei para não aumentar o volume no talo, eram três da manhã, minha família inteira estava dormindo e eles não sabiam sobre o cigarro. Na verdade, essa música faz muito sentido nesse sentido, certo?

Como o próprio Murphy diz no documentário Shut Up & Play The Hits, David Bowie é um de seus artistas prediletos. E eu tenho certeza que ele escutou a canção Heroes mais vezes do que qualquer pessoa na face da Terra. O modo como ela é construída, o riff inicial, o refrão (pedindo apenas as "lágrimas amargas" da amada) e a melancolia, principalmente. Acredito que desde Heartbeats, com o The Knive, uma canção tão triste e sentimental seja dançante ao ponto de quando o último refrão chega, você já está gritando os "ah uh la la la" e as partes finais da música.

Meus pais acordaram, ótimo.

"Never change, never change, never change". Eu poderia ligar o lado fanboy no extremo e escrever "NÃO ME ABANDONE, LCD". Mas não, vou seguir firme. Talvez, a música mais pop do disco. Uma daquelas canções que poderiam ter sido muito bem gravadas nos anos oitenta. Um ode ao relacionamento que já tá na merda, mas que tu sempre pensa que pode melhorar, que você pode mudar uma coisa. Mas é como diz o último verso, talvez seja esse amor nos teus olhos que teu namorado encontra toda noite". Bravo.

Quando todos pediam à Murphy "po cara, você é mó descolado, gordinho daora e tal. porque não faz um hit para emplacar na JOVEM PAN ou na TRANSAMÉRICA?" Essa canção pode ser considerada a Losing my Edge do This is Happening. E não há melhor modo de explicar do que isso. E ah.. que venham as teorias que essa canção é sobre heroína.

O disco vai chegando ao fim e somos apresentados à Pow Pow. A canção mais "fora da casa" do disco. E talvez, a que nos mostraria o final da banda. A letra dessa canção nos indica que o final está próximo, mas não queremos acreditar. "Minha banda predileta não pode acabar assim!!"





Somebody's Calling Me nos traz um ar dos anos 60 (só que com sintetizadores e todos os tipos de loucura que Murphy faz na calada da noite em um canto da DFA). Tão estranha que chega a ser assustadora. A esposa dele deve ser uma guerreira na vida, porque esse cara.. Só não falo que chega em casa, bate na mulher e estupra os filhos porque o cara é gordinho gente boa.

E então, achando que o This is Happening tinha chegado ao fim, sou apresentado à última faixa do disco começa a tocar e tudo faz sentido.

"Just do it right, make it perfect and real". O que eu estava fazendo em jornalismo? Me enganando? Provavelmente, já sue demorou mais um ano para desistir. Durante seus quase oito minutos, as lágirmas começaram a cair de um modo totalmente de acordo com a letra da música. "Home" deve ser a música mais pessoal desde All My Friends e Someone Great. Como ele mesmo diz, você deve esquecer seu passado, fechar a porta dos tempos terríveis. Eu consegui fazer isso apenas em dezembro desse ano. This is Happening foi mais que um disco, para mim. Foi um adeus à um período da minha vida, um período de me sentir deslocado na vida, em todos os sentidos.

E como diz um dos últimos versos da música:

"Você pode até esquecer o som da nossa voz, mas você NUNCA deve esquecer as coisas que te fazem sorrir. Ninguém sabe do que você está falando, então eu acho que você já está lá. Ninguém vem te ajudar quando você grita e berra, mas são tempos para deixar tudo nos trilhos. Se você tem medo do que precisa, olhe para os lados: você está cercado e nada vai melhorar".

Até breve, James Murphy.